Quando saio de casa
É noite, e tarde
Quando a hora passa
Apaga-se a realidade
É estranho
A cor da rua
Não é o castanho
De uma morena nua
É iluminado
O passeio onde caminho
Desfasado,
Daquele especial carinho.
Entre candeeiros,
O ocre governa
Iluminam os pequenos receios,
Escondidos na minha caverna.
Quando saio para a noite
É de noite, e tarde,
Não temo longo açoite,
Apenas a pressa que retarde.